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A Integração Latino Americana se discute e vai acontecendo num contexto em que a região apresenta ao mundo questionamentos sobre o modelo de desenvolvimento capitalista e rompe simbolicamente com barreiras estabelecidas pelos procedimentos de manutenção do status quo.
A atmosfera da integração é conflituosa, marcada por respostas às ingerências realizadas pelos organismos internacionais tanto por parte dos governantes como por parte dos movimentos sociais. Aqui temos Venezuela, Equador, Paraguai, países que elegeram governos sociais e populares.
Além dos conflitos norte-sul, "moderno-coloniais", a diversidade étnica e cultural e a concretização da possibilidade de ascensão social também são características que marcam o "clima" de influência dos projetos de Integração. Aqui temos Brasil, Bolívia...
Em termos políticos, essencialmente, a compreensão das resultantes históricas e estruturais da democracia representantiva, no que diz respeito aos fluxos de poder e a alienação das decisões públicas, leva ao reconhecimento de uma demanda histórica que é transcender este modelo de gestão social para um formato mais inclusivo dos processos decisórios.
Isto é, reconhecer o significado de Estado em sua totalidade e criar formas que dêem vazão à manifestação da sociedade em sua totalidade. Porém acreditar no consenso é negar a própria complexidade da vida, a qual só pode ser suportada num caminho totalmente diferente, com outras bases epistemológicas, do trilhado até então pelo padrão civilizado, tradicionalmente almejado como sinônimo de modernização.
Está aí um paradoxo. Ao mesmo tempo que a necessidade de rompimento com as bases epistemológicas da sociedade atual se faz premissa neste processo de Integração Latino Americana, que significa em verdade um fortalecimento regional para o enfrentamento da "realidade global norte-americana", os entremeios do pensamento das bases de atuação social estão sempre correndo o risco de servir de fios condutores para a reprodução, a produção do "mais do mesmo".
Pensar em representação enquanto elemento estrutural dos processos decisórios neste contexto remete também a uma quebra paradigmática que não só reconheça a multidimensionalidade da realidade como trabalhe em favor dela. Neste sentido é que as tecnologias de informação e comunicação têm a contribuir. Elas não só permitem outros padrões e significações nas relações de poder e influência, como também são construídas em bases metodológicas totalmente distintas da objetividade científica.
O papel de representação exercida por atores e organizações sociais, então, tem de ser ressignificado, descolonizado. Caso contrário não terá lugar nem sentido nas novas premissas sociais em construção. Deve ser pensada e trabalhada talvez como interlocução.
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- educador ambiental e elo da REJUMA - Rede da Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade |
Palpitando no MSREBEA